Eu sou Sandra Manuel… acho que é o momento de nós revisitarmos o conceito de universidade, de fazer academia…

Eu sou Sandra Manuel, sou antropóloga, faço pesquisa e lecciono em questões de género e sexualidade.


Eu não sei se já cheguei ao que eu ambiciono, se já cheguei ao fim da minha carreira. Acho que a minha carreira é uma trajectória com… não chamaria quebras … não sei se o meu sonho era ser antropóloga. Gosto muito do que faço, tenho muito prazer no que faço, mas agora estou numa fase em que quero transformar o meu conhecimento antropológico em algo que me dá mais prazer como individuo.

Estou um pouco desiludida com o mundo académico, na situação actual que está. Não é especialmente sobre Moçambique. Acho que é o momento de nós revisitarmos o conceito de universidade, de fazer academia. Para que fazemos e qual é o nosso fim? E só… quer dizer, sim descobrimos conhecimento novo, mas o que é que nós fazemos com esse conhecimento? Fica só entre nós nas nossas conferências científicas, nos artigos que publicamos, nos livros que publicamos… em que medida ser moçambicana com todos os desafios que estes país tem… com todos os desafios para o futuro do país, em que medida podemos ser mais proactivos, mais criativos na forma como usamos o nosso conhecimento? E acho que o meu desafio agora é esse. Estou a abrir uma nova fase em que procuro fazer coisas diferentes com todo o conhecimento que já acumulei.

Então queria fazer mais pesquisa, temos muitos constrangimentos para poder fazer, na universidade, mas queria fazer algo que tenho uma paixão muito grade. Eu costumo dizer que as minhas três paixões são, sexo porque eu estudo sexualidade, comida porque eu gosto muito de sabores, de criar no espaço da culinária e moda, porque eu sempre fiz artigos de bijutaria, brincos, colares, então tudo isso… eu consigo ver uma ligação entre as três coisas e uma ligação antropológica entre isso. Então estou a tentar criar um espaço … a minha parte mais empreendedora que ainda esta por vir, onde eu consigo juntar estas três coisas com um cunho antropológico. Portanto ainda tenho um desfio até chegar lá. Mas acho que já conquistei muitas coisas. Já fiz um doutoramento em antropologia, publiquei vários artigos, continuo a trabalhar como professora, dando aulas, a fazer pesquisa, coordeno um grupo de jovens lideres, projecto designado Young Women Leaders, que faz a capacitação de jovens mulher no ensino universitário, para questões de saúde sexual e direitos reprodutivos.

E então, como cheguei lá, quais foram os desafios que eu tive para chegar?… Bem, confesso que eu tive muito apoio, acho que nesse sentido, desde apoio familiar, tanto apoio psicológico, moral, financeiro, para perseguir a minha carreira académica em Moçambique, na África do Sul, na Inglaterra, tive muito apoio nesse sentido. Também tive as minhas próprias conquistas, me candidatei para conseguir uma bolsa de estudos, mas muitas das ideias sobre pensar em ter uma bolsa de estudos veio de conversas com amigos, de conversas com outros familiares, ou sugestões de conhecidos. Então nesse sentido sinto que tive apoio. Uma coisa que gostaria de apelar as pessoas que não tentem fazer tudo sozinhos, porque as pessoas sabem, há pessoas que conhecem… muitas vezes temos receio de nos aproximarmos mas no máximo que podemos ouvir é não. E não, nós já vínhamos com esse não, a pessoa não muda a situação que está e existe uma possibilidade muito grande de a pessoa ter uma resposta diferente e mudar completamente a forma como vemos o mundo e as oportunidades que nos são expostas.
Em termos práticos, talvez… desafios… um dos principais desafios que eu sinto que tive e tenho é lidar com o sistema, o nosso sistema é muito burocrático. O nosso sistema não está preparado para facilitar a vida do cidadão. Então desde experiências em meter bolsas de estudo e o processo ficar parado no ministério um ano, e informarem: mas nós já concedemos a bolsa. O que se passa? Porque é que não vem (o/a estudante)? E ter que ir atrás do ministério para procurar saber o que se passa… ”mas ahhh já passou o prazo”… então ter que negociar para ir no ano seguinte… quer dizer esses são… a maior parte dos meus desafios tem a ver com o que eu passei com o sistema e até o momento sinto essa dificuldade. Acho que isso deve ser uma das piores coisas que nós temos no nosso contexto. Eu sinto que há muita garra, muita ambição do lado das pessoas, mas as estruturas estavam… não digo que todas, porque há outros sectores que não são assim, há outras pessoas nos sectores que não são assim, mas na generalidade da forma como os sistemas funcionam apoiam muito pouco. Hoje ainda bem que temos a internet que nos ajuda a ter informação mas eu ainda sou do tempo em que para ter bolsas de estudo nós tínhamos que ir ver as listas que existiam no ministério. O que existe? Procurar saber nas embaixadas… mas víamos na embaixada e ainda tínhamos que meter o documento no ministério. Aquilo era muito difícil. Acho que quando eu reflicto um dos principais desafios que tive foi esse.

O outro… acho que tive alguns desafios de integração. Sempre fiz o ensino primário, o ensino secundário até o bacharelato em Moçambique. Quando eu fui estudar na África do Sul, para a licenciatura e mestrado senti que tive… bom, talvez sejam desafios comuns, de estar num novo espaço, numa nova cultura e principalmente cultura académica. Também as expectativas eram diferentes. Eu quando sai (de Moçambique) achava que era uma estudantes brilhante… e tinha umas boas notas… Mas então foi uma frustração muito grande chegar lá e dizer: humm afinal os máximos lá de casa não são necessariamente os máximos do mundo. Então ajudou-me a crescer, ajudou-me a ver o mundo numa outra expectativa. Custou … não digo que não… custou a adaptar-me a isso. Talvez uma das coisas que isso fez em mim e que eu ainda preciso combater.. Isto criou em mim um sentido de dúvida… antes eu era muito mais… embora vivesse com alguma dúvida… mas era muito mais confiante em mim, acho que tinha muito mais crença nas coisas que fazia. Hoje eu acho que penso muitas vezes antes de tomar uma decisão por causa dessa experiência, esse choque eu encontrei e depois voltei a encontrar quando fui a Inglaterra e fiquei: uhh, ok… então em alguns momentos tenho dúvida, numa coisa que eu sinto, para escrever, quando eu tenho que escrever um artigo… neste momento tenho um artigo que escrevi em Junho do ano passado, está escrito, está completo, mas eu ainda não enviei para ninguém, porque estou a perguntar-me, será? … esta virgula, este ponto, este argumento… então isso para mim é mau… e foi um dos impactos que não me ajudou… não sei … fiquei com muita dúvida sobre as minhas capacidades embora que quando partilho com os outros dizem que esteja perfeito. Mas acho que é uma crítica interna que agora, acho que para o caso desse artigo nem me está a ajudar. Eu devia mandar e pelo-menos que a recusa viesse da revista. Mas isso é para mostrar que muitas vezes quando nós lemos os artigos as dificuldades são de nível económico, são de nível de apoio, mas também acho que é bom nós reflectirmos nas dificuldades que nós encontramos connosco próprios no processo de conhecimento, de exposição a novas realidades e que é um desafio também nós lidarmos com essas dificuldades de nos transformarmos. Acho que sim, esses seriam os meus desafios…

E como é ser mulher, mãe, esposa e profissional?

Eu sempre fui muito consciente da relação, porque desde o início da minha formação, desde que percebi o que era pesquisa, os meus tópicos tinham a ver com sexualidade, género. Então, desde o início fui muito consciente, porque eu sou filha de… o meu pai só teve meninas, e criou-nos com muita rigidez, com… criou-nos como se fossemos homens, na verdade… então, no sentido que não era muito passar as mãos nas costas, pelo contrário, “vai, alcança, prossegue” ele não fazia por nós, obrigava-nos a fazer mas em todas as esferas, então deu uma certa, firmeza.

O facto de eu ter estudado questões de género fez com que desde muito cedo eu tivesse consciência que estar com alguém, não devia em nenhum momento implicar que essa pessoa comandasse, decidisse sobre as minhas escolhas… gostar de mim é gostar dos meus sonhos, também. Gostar da pessoa que eu sou, e eu sou uma pessoa que sonha de uma determinada maneira, que sempre sonhei em não ter filhos muito cedo, sempre sonhei em estudar fora e trabalhar fora, em dar aso as oportunidades que a vida me oferecesse. E acho que por causa disso, gosto da coisa da lei atracação, muitas vezes nós atraímos o que nós sentimos. E eu acho que acabei atraindo uma pessoa que reflectia o que eu sentia, e então ai não é um desafio. É uma pessoa que me apoia muito e que também é antropólogo, ele tem uma visão partilhada nesse sentido. Então é uma pessoa que me entende perfeitamente.
Casei-me depois de fazer o doutoramento e só tive filhos depois do doutoramento. Mas desde então participo em conferências, faço retiros científicos de dois meses, três meses, e fazemos trocas do mesmo tempo que ele na carreira dele faz as suas. Ele tem capacidade de entender que aí é o espaço onde eu realizo os meus sonhos e respeita muito. Mesmo saídas nocturas, com colegas, em conferências, em seminários, somos muitos amigos, isso ajuda muito. Por acaso neste aspecto não diria que… claro que ainda tenho algum peso das questões de género que talvez seja a minha forma de reproduzir algumas coisas que eu própria critico, mas as vezes sou muito galinha, se é para ele ir para o hospital, eu também quero ir, para garantir que ele está a perceber o que o médico está a dizer. As vezes, quer dizer, essas coisas ficam inculcadas em nós mesmo estudando isso, as vezes não fazemos… não é a minha presença que vai mudar nada… então… mas não sinto necessariamente como um desafio.
Quais foram os seus desafios como mulher no ambiente académico?
No ambiente académico, talvez a minha trajectória teve uma confluência de vários aspectos. O facto de… sempre fui uma estudante que participou muito nas aulas, que fez actividades extra-curriculares, então sempre tive algum tipo de visibilidade. Mas desde o ensino secundário… então sempre fui aquela que contestava, seja crítica aos argumentos, seja crítica de posicionamentos sociais, e então penso que esta atitude me abriu portas e para os meus pares, tanto homens como mulheres. Sinto que na generalidade não fui tratada como diferente ou… sempre me senti tratada como par por colegas homens e por colegas mulheres, e também devo confessar que a na maior parte dos lugares onde trabalhei foram lugares pequenos, ciclos pequenos onde a amizade estava muito presente. Eramos grupos de amigos, que trabalhavam juntos, então é uma cultura que eu preso muito. A ideia de colegas… meus colegas do departamento de antropologia, chamamos o peixe… em que uma vez por semestre tentamos ir ao Mercado do Peixe e ficamos a tarde lá. Isso é muito importante porque nos conhecemos para além dos gabinetes e sabemos sobre as nossas famílias, criamos empatia e ouvimos desde posicionamentos políticos, familiares, e damos uma outra forma de relacionar. Então foi muito importante para a minha solidez como profissional.

Também tive… por exemplo faço assessoria ao Reitor da Universidade Eduardo Mondlane. Talvez foi o espaço mais amplo em que eu trabalhei e aí sim, posso dizer que se percebem alguns preconceitos por ser mulher e jovem. Então alguns comentários do tipo “os jovens de hoje”… cada vez que alguém faz alguma intervenção… pois não estou a falar como um jovem mas estou a falar como uma profissional com a minha experiência naquele momento… então aí… mas consigo entender as vezes como um mecanismo de defesa. Então eu acho que é muito importante termos consciência de porque é que as coisas estão a acontecer dessa maneira e daí termos a capacidade de avançar, de relevar, não nos afectar tanto e escolhemos as nossas lutas. Faço muito esse exercício em lugares que eu sei que aqui eu tenho interesse e vou para frente, não deixo que passe, mas em outros lugares… senão fico com cabelos brancos… é melhor dizer, está bom, esta luta não é para mim, o meu adversário… então acho que as lutas são para os mais jovens, para mudar o amanhã, não sei se estou preocupada com alguém que é mais velho do que eu. Acho que é uma luta inglória.

Faço alguns projectos para crianças. Eu trabalho também… sou pesquisadora associada de um instituto de pesquisa, “Caleidoscópio”, e um dos projectos que estou a desenvolver no instituto é um livro de receitas para crianças. O objectivo do livro é contar a história de Moçambique de uma forma que não se prende apenas com a história oficial que é bastante guiada por uma história política, uma história do colonialismo, da independência, e de pós-independência esses marcos para Moçambique… Moçambique é tão mais do que isso, trazermos a história social, das pessoas, então a partir da comida, a partir dos diferentes sabores, de aromas, temperos que nós temos… fazer a ligação que nós temos com a Ásia, com a Europa, mas também as diferentes ligações internas… dentro de Moçambique… o mar, o interior, e como as pessoas se relacionam, então, vamos saborear, entendo a nossa historia… é um pouco isso.

Uma coisa que eu sinto que me dá muita independência, me fortalece bastante, é que é preciso ter consciência de onde estamos, porque se nós soubermos porque que as coisas acontecem assim, nós podemos escolher aceitar o que a nossa vida seja “assim ou assado”. Mas tem que ser uma escolha informada porque eu sinto muitas vezes que as pessoas na generalidade, as mulheres especificamente, deixam-se guiar por pressões da sociedade, e muitas vezes elas nem dialogaram com elas próprias para saber se é aquilo que elas querem. Tens que casar, tens que casar aos 23 anos, logo que acabares o ensino superior tens que casar… para quem? É para mim? Eu tenho alguém com quem eu quero casar? Talvez tenha, mas essa pessoa… o que é casar? É importante que as pessoas percebam o contexto, percebam o significado de decisões que vão tomar, e decidam se as fazem ou não.

Qual é o recado que deixa para as meninas?

Eu sinto que algo que me fortalece é a sensação de passos firmes e sólidos porque muitas vezes demoram a tomar decisões mas porque tem que pensar nas multiplicidades de factores que me levam… porquê que estou a tomar uma determinada decisão? É realmente responder aos meus desejos? Ou é para agradar talvez os meus familiares ou a sociedade acha que é certo… tem que ter filhos… quando? Porquê que tem que ter, o que vai significar conviver com um ser que vai ficar sob a minha responsabilidade até pelo-menos 18 anos? Estou pronta? É isso que eu quero? Em que medida isso pode comprometer os meus sonhos? “Mas se eu não tiver não sou mulher” … mas porquê? Porque que todas as mulheres tem que ter o mesmo caminho? As pessoas são diferentes, então mulheres também entre elas são diferentes. Porque é que eu não posso adoptar, talvez quando eu tiver 40 ou 50 e achar que eu já fiz o que me apetece. Então, façam escolhas informadas e percebam porque é que vocês então a fazer essas escolhas. Contextualizem-se. Acho que isso é muito importante.

E o que acha da sorte?

Eu acho que a vida é imponderável. Muitas vezes nós achamos que podemos controlar o nosso destino e a cada dia que eu vivo mostra que isso não é possível. Façamos o melhor para termos controle, para nos armarmos, para garantir que conseguimos ter acesso ao que é possível termos acesso. Mas o caminho que muitas vezes sonhamos não é o caminho que acaba acontecendo e que eu acho que é positivo, porque nós na vida encontramos pessoas, encontramos coisas, encontramos oportunidades que podem nos guiar para novos caminhos que se abrem e podem ser uma maravilha para nós. Eu não acho que isso é sorte. Eu acho que isso, todos nós passamos por isso. Agora, aquilo que as pessoas chamam sorte… é como é que tu usas as oportunidades que te surgem? Aí é que eu acho a ideia de estar consciente, ler, perceber, conversar, estar atento, isso é que faz a diferença, mas isso não se chama sorte. Chama-se ser estratégico em algum momento, chama-se ser atrevido, não ter receios, não ter medos. Porque mais uma vez como dissemos, o máximo que pode acontecer é a pessoa dizer não, não quero, não faço, não me apetece. Mas eu vou perguntar desculpe: é coordenador desta organização? Eu tenho muito interesse, gostaria de a partir da sua organização criar um projecto. A pessoa vai dizer: não, nós não fazemos isso. Ou pode dizer: ok, venha ao meu gabinete e vamos conversar. Será que isso é sorte? Não. Estava ao meu dispor a oportunidade de eu falar com essa pessoa, eu já tinha essa ideia anterior e coloquei. Não sei se é sorte…

Publicado por

Beatriz Manuel

Beatriz Manuel é licenciada em Medicina, esposa, mãe, estudante de doutoramento, docente e investigadora numa Faculdade de Medicina em Maputo, Moçambique. Ela leciona, investiga e tem interesse em Educação Médica, Saúde Familiar e Comunitária, Saúde Pública, Saúde Sexual e Reprodutiva, HIV / SIDA, temáticas de gênero, Evidência Baseada em Medicina para Influenciar Políticas. Ela possui mestrado em Educação de Profissionais de Saúde.

4 opiniões sobre “Eu sou Sandra Manuel… acho que é o momento de nós revisitarmos o conceito de universidade, de fazer academia…”

  1. Chamo me Emilia Machaieie livenciads em Hidtotis e mestrafa em Desenvolvimento Agrario Ramo de Gestao de Recurdos Naturais , focente do Depsrysmento de Historia na Faculdade fe Letrad e Cienciss Sociais fa UEM ha 21 anos.
    Com intetesse em Historia Social e Cultural.

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    1. Bom dia. Muito prazer Emilia. Os meus parabéns pelos anos de dedicação a docência. Gostaria de deixar algum comentário sobre a entrevista para a Sandra?

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  2. Olá, chamo-me Amanda e sou estudante de Mestrado em Antropologia Social na UEM. Sou estudante da Professora Sandra e faço parte do projecto Young Women Leaders, coordenado por ela. Conhece-a no segundo ano da faculdade quando fazia a minha licenciatura e, ao contrário dos outros colegas que tinham medo dela, aprendi a admira-la e desde então a tenho como espelho. Ao contrário dela, sempre fui criada para ser esposa e mãe. Quando disse à minha família que não queria casar-me e ter filhos (prefiro adotar) foi um choque para eles. Mas a partir de vários trabalhos e experiências que a partir da professora pude viver, mostrei a minha família como ficava feliz em estar no espaço académico e fazer pesquisa e com isso passaram a entender-me.
    Graças a uma chamada que recebi da professora Sandra, a dizer que havia uma vaga para um estudante no curso de Mestrado, hoje estou a fazer o curso de Antropologia Social.
    É importante saber que a professora “mão de ferro” também tem seus medos e que mesmo assim chegou onde está hoje.
    Espero um dia 50% do que ela é hoje.
    Abraços

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